sexta-feira, 12 de dezembro de 2025


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Olhares

    Lentamente eles vão se encontrar, mas não se engane, 
existe uma fuga toda vez que eles se cruzam,
eu me pergunto se é medo de ver que alguém vê você como nunca você foi vista, 
ou se é um medo de acreditar em amores reais.
    Meus olhos te buscam como quem tem sede, mas mora no Sol,
eu também acho estranho,
mas não consigo deixar de me perder em seu sorriso de canto 
quando tudo que posso dizer é o quanto você é linda,
você parece o universo sendo criado,
parece uma noite de Lua, pé na areia e fim do mundo.
    Em mais alguns uns instantes vai se repetir,
eu vou te olhar procurando encontrar bem lá no fundo quem mora nesse coração de nuvem,
em mais alguns instantes você vai desviar o olhar,
como quem se segura forte quando o carro faz uma curva,
me faz pensar em quantas dores, amores,
e solidões seu peito já enterrou.
    Você morde minha boca e eu te amo devagar,
abraçando o impossível,
você me beija forte e eu que não acredito em presentes caros,
te dou a única coisa que tenho de valor,
o tempo, tão intenso, tão real que agora quem se perde sou eu,
quem se esconde sou eu, quem tem medo sou eu.
    Falamos sobre mil coisas, rindo de tantas outras,
existe uma certa futilidade em conversas desarmadas,
somos apenas eu, você e a guerra do seu olhar escapando do meu,
talvez você saiba que o que me importa é te ver de verdade,
sentir seu peito batendo forte quando conta o que ninguém sabe.
    Vou desenhando suas costas com meus beijos,
fico na dúvida se você já dormiu ou se quer ir embora,
beijo sua nuca e vou passeando pelas suas tatuagens,
fico sentindo o cheiro do seu pescoço
e falo no seu ouvido palavras que dariam sentido a eternidade,
mas ainda me pergunto se sou eu pulando sozinho no mar,
ou se estamos pulando juntos.
Afinal a maior dádiva de ser de verdade é não precisar disfarçar a insegurança,
é se prender nos detalhes e conseguir decifrar parte do que te faz feliz.
    Acho que meu erro foi aproveitar a primeira vez que nosso olhar namorou
e dizer o quanto você é linda,
desde esse dia existe uma timidez quase forçada,
eu deveria ter aproveitado seu olhar,
e entrar no mundo que você não mostra pra ninguém,
e ao invés de falar do seu sorriso, do seu corpo, do seu cheiro,
eu deveria apenas ter dito que eu queria estar lá bem no começo,
pra ser aquele amor que vale a pena ser amado.
    Nossos olhos vão se encontrar mais uma vez,
eu e você não vamos saber o que dizer,
vai tocar a música do filme que amamos,
e entre sorrisos e planos,
rapidamente seus olhos vão fugir dos meus,
mas tudo bem,
tudo que eu preciso que você saiba você vai conseguir sentir de olhos fechados.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Lar

Eu te vi escorrer pelas minhas mãos,
como quem tenta segurar
a força de um rio em dia de chuva,
como corpo que treme por dentro,
quando lembro de você dizer sou toda sua.

Lar não é onde o corpo adormece,
é onde o coração descansa,
e isso não é sobre casa,
é sobre colo,
é sobre ser a parte da vida
que nunca se esquece.

Eu te vi lendo um livro no café,
sempre amei o jeito que você ajeita o óculos
e sorri ao mesmo tempo,
como se a perfeição gritasse
no silêncio das coisas simples.

Crises

Sinto sono, mas meus olhos não permanecem fechados,
estou deitado,
mas minha respiração vem com o peso de mil navios abandonados.
Era mais fácil quando os carneirinhos apareciam,
mas mentes inquietas sufocam até animais imaginários.
Eu desisto, fico sentado olhando para meu quarto pequeno,
quatro paredes e uma janela pequena,
eu odeio janelas pequenas,
nesse instante de vazio me pergunto,
como pode meu pensamento se ramificar em tantas possibilidades do que pode acontecer,
como pode caber dentro de um quarto pequeno esse infinito?
Pego um livro empoeirado,
mas todos os vagões desse trem estão cheios,
nenhuma palavra consegue embarcar na confusão cada vez mais agitada da minha mente.
Assisto um filme,
dois filmes,
e a TV vai ficando cada vez menor como uma prisão,
eu recuso duas prisões ao mesmo tempo.
Tomo um banho quente,
tomo os remédios da receita,
me visto de coragem, fé e a infelicidade de nada funcionar.
Só me resta sair por aí,
sim já é madrugada,
mas eu preciso tentar,
ligo o carro,
deixo a rádio tocar a música que ela quiser,
sorte a minha, eu amo essa canção.
Cheguei na praia,
meu coração se acalma,
o sono ainda não apareceu,
mas já existe paz em mim.
Fico aqui parado flertando com o mar,
sentindo o gosto de ter vencido a batalha,
é eu sei,
a guerra continua, mas é bom encontrar aliados.

O cambaleante

    O cambaleante não sabe onde seu próximo passo vai tocar,
mas ele segue em seu desequilíbrio rumo a algum lugar.
    Eu sempre me perguntei se eu era a flecha,
o alvo ou o arqueiro,
mas aprendi logo cedo que nasci pra ser vento.
Eu sopro a flecha, balanço o alvo, e sou o obstáculo do arqueiro.
    Nunca fui bom em adivinhação,
mas sei o segredo de ler o que não está escrito,
de olhar o que não se pode ver,
de silenciar no exato momento em que deveria dizer.
    Sou do tempo em que aos sábados de manhã alguém entrava numa piscina cheia de cartas
e jogava para o alto os sonhos de alguns,
sempre achei que minha carta seria escolhida,
depois descobri que a carta vencedora sempre esteve na mão de quem me fazia acreditar,
só então de olhos abertos pude ver que já não importa o absurdo,
acreditar sempre é sobre escolher.
    Eu quis vencer um carteado jogando contra um mágico,
eu venci todas as partidas,
contrariando teorias,
ganhei todas as apostas,
mas a ilusão consiste em dar apenas o que se quer receber.
Eu estava embaralhado,
qual carta ganha o jogo?
Qual jogo é jogado?
Estamos jogando?
Se eu sempre venci por que o mágico sorri?
Se não existe mágico, nem baralho, porque estou sozinho aqui?
Consegue entender o que é sempre se sentir embaralhado?
    Conheci a solidão cedo demais,
mas só hoje entendo o que é se sentir só,
a quietude de querer companhia dançando lentamente com a vontade de ficar só.
Mais espaço na cama,
ou mais camas em um curto espaço?
Cinema de mãos dadas,
ou seu nome é com i ou y?
    Não consigo me resumir em um audiobook de 12 minutos,
me perdoe,
eu falo demais,
penso demais,
sou intenso demais,
impulsivo demais,
eu sou demais até para os remédios que eu tomo,
eles tendem sempre a aumentar.
    Venha e escolha uma carta apenas,
o cambaleante segue rumo ao seu objetivo,
mira em uma carta, mas escolhe outra.
O mágico embaralha e pede para o cambaleante apontar uma carta ele mira em uma carta,
mas aponta outra.
O mágico com voz firme esconde seus próprio receio e diz é essa a carta que você escolheu.
O cambaleante acena que não.
Existe o silêncio.
E existe esse momento.
O momento que o mágico admite ser a vida e não um mágico.
O momento em que não importa o quão embaralhadas estão as cartas se o cambaleante não consegue escolher a que quer.
Talvez nem saiba o porquê tenha que escolher.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Sobre barcos

Seus olhos me veem como
um barco afundando,
uma tempestade
que não alcança céu limpo,
apenas questão de tempo
para deixar de existir.
O mundo pra você é 
uma estrada de insegurança e medo,
tateando encontrar no outro
o vazio de si mesmo.

A coragem de se jogar ao desconhecido,
de enfrentar consequências e tristezas,
é apenas a covardia de não conseguir
encarar de peito aberto,
quem de verdade se é.
E se perguntar eu sou apenas a cura,
Ou sou parte da doença?

Suas ideias me trazem
o cheiro das ilusões de quem acredita
que o abuso é o outro,
que o erro é o outro,
que o inferno são os outros.
O oceano me encara de volta,
eu sou o barco e o marinheiro,
não existe em mim espaço pra ser desistente,
insisto balde a balde,
nenhum mar resiste a fé,
nenhum marinheiro é feito de mar calmo,
e aprendi através dos seus olhos
que barco com um só fica mais leve
do que barco com dois e que um só rema,
aprendi através dos seus olhos,
que as pessoas dão apenas o que podem dar,
seja amor, ingratidão ou desculpas,
aprendi através dos seus olhos
que sou barco afundando,
mas não me faltam forças nos braços
pra resistir e alcançar terra firme,
e logo logo chegará.

sábado, 29 de novembro de 2025

Granada

Tente ver em mim mais que pedaços,
olhe fundo em minha alma,
sou feito das partes que tentei,
ou apenas dos dias que conquistei?
Minha querida vamos caminhar mais um pouco,
eu queria te mostrar as feridas curadas,
ser parte do que te faz sorrir no dia de hoje,
lembrar do ontem...
sonhar com o amanhã...
sonhar e sonhar...
Meu peito aberto,
sem fragilidade disfarçada,
ao te amar te entreguei todas as portas abertas,
eu sou uma granada sem pino,
tictaqueando com o tempo,
e a qualquer momento
vai nascer um novo universo
feito de pedaços de mim dentro de você.
Tente ouvir essas palavras enquanto o sinal fecha,
respire o ar com meus pulmões cansados,
mas me diga você é o amor que esperei,
ou apenas mais um adeus que um dia terei? 


sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Algoritmo

Você me olha sem entender,
eu fico tanto tempo te olhando,
penso na sorte que tenho,
penso que de tantos bilhões,
somos um instante no espaço tempo,
eu e você, meu sorriso bobo e seu jeito
de fingir não perceber.
Suas mãos nas minhas,
a gente cobrindo os pés na areia,
quantos sonhos são necessários
para fé se transformar em realidade?
Ontem éramos apenas desconhecidos,
hoje compartilhamos os planos,
pratos, edredons e encantos.
Você esconde seu deboche,
eu faço caretas sobre as coisas,
entre sua calma e minha intensidade,
não existiria outro caminho que isso poderia levar,
eu nadaria todo o mar pra te encontrar,
mudaria os algoritmos pra te achar,
mas o destino é uma peça que sempre encaixa.
Se houver lágrimas,
eu ficarei,
Se houver dor,
eu ficarei
Se houver tempestades,
eu ficarei,
segurando suas mãos,
eu ficarei
eu pra sempre ficarei.


segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Sem fim

É quando alguém te olha tão profundamente,
que o vento deixa de levar a areia,
as ondas param para observar,
é o momento exato em que mundos colidem e universos nascem.
Eu vou ficar mais um pouco nesse instante em que bilhões se tornam dois,
dois se tornam um,
e você entende o que nasceu pra viver,
era esse então o sorriso que meus anos esperaram para ver,
era sobre esse frio na barriga que os poetas cantavam,
era o caminho que se fez sob meus pés que me trouxeram até você,
que me trouxe você.
Eu consigo ver tão distante,
eu consigo estar tão presente,
eu deixo trasbordar as palavras que há tanto tempo estiveram guardadas,
esperando Sol após Sol pra serem sussurradas em seu ouvido
só você sabe e ninguém nunca vai ouvir,
mas todos poderão ver.
Respiro devagar, meu peito apenas quer a pressa de ver o tempo passar lentamente,
suave como um passeio de mãos dadas enquanto a Lua nasce,
sem montanha russa e emoções que acabam no girar da roleta,
escrever a eternidade leva tempo,
e agora eu entendi,
se achar no paraíso faz procurar o caminho da Índia totalmente irrelevante.
Eu deveria achar um desfecho para essas palavras,
mas eu quero que continue,
então me esqueço de pontos finais,
esqueço que cada palavra aqui vai molhar seu corpo como banho de mar em dia de Sol quente,
esqueço que o que começou como poesia se transformou em realidade pra mim,
sim esse texto temina sem ponto, sem fim


sábado, 15 de novembro de 2025

Iceberg

    Vai partindo devagar, como iceberg que se despede do continente,
eu vejo o luto tão de perto, tão dentro de mim,
já me despedi, sem flores, elas são mais bonitas em qualquer jardim,
vivas como deveriam sempre ser.
    Uns chamariam de cura, mas eu não vejo doença,
sou cego de nascença, sou intenso demais pra perceber o imenso gelo
que agora vai flutuar até ser apenas mar,
sou intenso demais pra não notar o minúsculo floco de neve,
por isso queimo por dentro,
guardei toda solidão e saudade aqui,
no nó da garganta, no arder do peito,
no enfrentar de frente meus medos mais escondidos,
o meu eu mais frágil exposto como quem cai de um penhasco
sem ter onde se segurar e aproveita a queda livre.
    Eu aprendi mais com a tempestade que balança o barco,
do que com a calmaria, mas mereço a leveza de uma mala vazia, de uma mochila nova,
de risadas sinceras, de momentos verdadeiros,
de velas içadas e vento a favor,
eu achei dentro de mim toda a dor guardada,
e tudo confundia minha bússula,
agora cada cicatriz, cada queimadura de Sol me lembra,
pra onde eu quero ir,
com quem quero estar,
o vento ainda pára, mas os braços estão mais fortes pra remar,
sem terra à vista, mas a certeza que as estrelas me orientam,
nas noites mais escuras.
    A tempestade não me tirou tudo,
na verdade me trouxe água limpa pra beber,
fez transbordar meus barris,
cada dia a mais é menos um dia pra chegar ao porto.
    Ainda sou amor intenso como fogo que destrói florestas,
descongela o Ártico, mas dessa vez ao desembarcar vou usar toda essa chama,
pra queimar o barco que me trouxe, o barco que poderia me fazer partir,
dessa vez serei a intensidade de um amor leve,
de um amor que levou tanto tempo perdido no mar,
que escolheu ficar de vez em terra firme.


quarta-feira, 5 de novembro de 2025

Abraço

Ainda não entendo o que é o amor,
é como o Sol cada vez mais perto?
É como uma espada no peito?
É dar as chaves que abrem todos os medos,
os sonhos, o que é mais frágil, os desejos?
Me diga enquanto me abraça,
quantos dias duram o pra sempre
dos que se amam.
Se possível me abrace ainda mais forte,
e deixe que o silêncio responda
as perguntas sem respostas.
Ainda não entendo o que é solidão,
é como congelar de peito aberto?
É viver de eternas lembranças?
É pegar as chaves da casa que não existe mais,
desabada, sem pegadas, tudo ficou pra trás.
Só me abrace forte,
Só me abrace forte,
o mais forte que puder.

segunda-feira, 3 de novembro de 2025

Castanho


Se ela não for um anjo
não poderei crer que Deus exista,
ela entrou na minha vida
com sorrisos que ofuscam a luz do dia,
ela é a melhor parte da semana,
quem me dera ser sortudo
e te ter por toda minha vida.
Eu adoro o castanho
das estrelas em seus olhos,
admiro quieto sem poder falar,
que eu trocaria o mundo inteiro
pelo jeito sincero que você tem de me olhar.
Se ela não for meu sonho
espero de verdade nunca mais dormir,
ela ri das minhas piadas e até me humilha.
ela é a melhor parte da semana,
quem me dera ser sortudo
e te ter por toda minha vida.
Eu adoro o castanho
das estrelas em seus olhos,
admiro quieto sem poder falar,
que eu trocaria o mundo inteiro
pelo jeito sincero que você tem de me olhar.
Eu adoro o castanho
das estrelas em seus olhos,
admiro quieto sem poder falar,
que eu trocaria o mundo inteiro
pelo jeito sincero que você tem de me olhar.

sábado, 1 de novembro de 2025

Dilacerado

Você me dilacerou como quem deseja cortar o peito com palavras de amor. Eu te esperei acordado, eu te peguei em meus braços, deixei separado sua toalha, sua roupa, meu calor.

Eu vi você dormir, e mesmo sangrando, eu enxuguei suas lágrimas, te escondi do frio e te velei até o dia começar a amanhecer.

Eu estive ao seu lado nos melhores momentos da sua vida, te acolhi nos mais difíceis, era eu inteiramente me derretendo com seus beijos, desejando dia após dia ser seu, mas eu sei o não dito não é observado.

Eu sofri todas as vezes que eu via em seus olhos que eu não era suficiente, no amor, no sexo, na vida, na família, nos sonhos, nos planos, eu sempre fui pequeno diante das suas expectativas.

Eu sempre fui comparado e nunca venci, eu sempre fui a opção e nunca entendi, eu acreditava no mundo que você me mostrou, eu me entreguei a ele e a você, te levei comigo para todos os lugares, te comprei conforto, te comprei aventuras, momentos, mas nunca fui o primeiro nos seus sonhos de final feliz.

Eu era o cara errado, você me diz que nunca quis nada que eu dei, que fui, que me esforcei pra ser, sua felicidade seria um carinho, uma palavra de amor, um jantar a dois, um elogio ao amanhecer.
E eu entendo que nunca te elogiei, nunca nenhuma vez, nunca disse te amar ao amanhecer, nunca te levei pra jantar, nunca disse nenhuma palavra de amor, nunca te fiz carinho.

Eu nunca fui a pessoa que você queria que eu fosse, afinal existe alguns impossíveis que o amor não consegue vencer.

Você me matou todos os dias em que destilou paixão dos seus lábios, todas as vezes que fizemos amor, e na sua mente nunca fui eu ali.
O que escorre do meu corpo quente era antes suor, que pingava sobre seu corpo nu, que dizia eu te amo no seu ouvido, enquanto te comia bem devagar.

Agora o que escorre do meu corpo é sangue, lágrimas e dor, eu deveria ter entendido o primeiro adeus, ter acreditado no segundo adeus, me mantido firme no terceiro adeus, mas eu era seu, como poderia existir a opção de deixar de ser.

Me sinto quebrado, como lâmpada que cai e deixa todo o resto escuro, tateando eu encontro outra mão, que me guia, que no escuro me faz ver a beleza das estrelas, mesmo que as lágrimas não me permitam ver com clareza, eu acredito nas estrelas mesmo quando as nuvens não me permitem enxergar.

Ainda me sinto enjoado, incrível como o buraco da perda tem esse efeito, mata o coração e leva o estômago e a mente juntos.
Ainda estou tomando remédios pra passar o dia, pra passar a noite, pra passar a vida, mas a cada dia eu sei a dor diminui, tanto a dor causada como a dor sofrida.

Eu aceitaria o fim do mundo, mas não entendo o irreal de apenas um peito amar por inteiro durante todos esses anos, dos dias alegres, dos momentos de dor, das brigas e tristezas.
Mas acredito que tudo isso é sobre o fim do mundo, um mundo solitário, eu dizia te amo nos presentes, mas nunca fui bom em me comunicar eu falava o que você nao conseguia entender, você me dizia o que eu não sabia ouvir.

Agora o que me resta além da dor?

Além de sentir meu corpo tremendo de decepção?

Eu vivi o fim do mundo pra dizer o que vem depois.
Eu vejo um novo amanhecer.
E ele começa logo depois que a noite fica mais escura.

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